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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

LÁGRIMAS DO MEU TEMPO BOM: “A Feira Livre de Solânea”


Com minha faixa etária dos oito anos de idade, conheci a Feira Livre de Solânea, que era realizada todos os domingos no centro da cidade.

Saía com meu pai e meus dois irmãos Genaldo e Gisélia, da singela casa localizada no Sítio Tapuio no município de Serraria, com destino à Solânea, na boléia do caminhão-mixto, (daqueles antigos com três cabines) pertencente ao saudoso Seu João Lopes, às 6 horas da manhã.

Em Solânea, o nosso principal ponto de apoio era a casa dos meus avós paternos, Vô Manoel Teodósio e Vó Úrsula, na Rua José Pessoa da Costa (centro).

Depois de um café com pão delicioso, comprado pelo meu tio Paizinho, na Padaria do Sr. Macilon Pinto, a gente começava a fazer as compras.

A feira livre começava na Rua José Amâncio Ramalho, (por trás da antiga casa dos meus avós), às 5 horas da manhã e terminava às 5 da tarde.

Mas o caminhão-mixto conduzido pelo Seu João Lopes voltava para a cidade de Serraria, com todos nós passageiros, por volta do meio dia.

Minha mãe e meus outros dois irmãos Genário e Genilda, já nos esperavam com saudades e almoço preparado.

Mas quem nos recebia primeiro, correndo com a língua para fora, era o vigia da casa, nosso cachorrinho por nome de Uáiti, feliz da vida, sujando nossas roupas com suas patas. (Braga Neto)


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