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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Encontro de Escaladores do Nordeste movimenta município Paraibano de Algodão de Jandaíra



O município de Algodão de Jandaíra, localizado no curimataú ocidental e distante 152 Km de Joao Pessoa, sediou desde a ultima quinta feira dia (14) e se estendeu até este domingo dia (17), um dos mais importantes eventos de escaladas do país, o XII Encontro de Escaladores do Nordeste (EENe).

Para o sucesso do encontro a prefeitura disponibilizou uma grande estrutura, incluindo hospedagem, equipe de profissionais de saúde, transportes e guias.

Participantes de vários estados brasileiros, incluindo uma equipe do Rio de Janeiro, prestigiaram a festividade organizada pela Associação de Montanhismo Paraibano com o apoio da prefeitura municipal.

O clima do semi árido, aliado as formações rochosas, mostram o potencial do município para o turismo de eventos.

Realizado anualmente, a cada edição em um estado nordestino, o EENe é hoje o fator mais importante para o desenvolvimento da escalada em rocha na região, atraindo escaladores não apenas do nordeste, mas de todo o Brasil e do exterior para conhecerem o potencial esportivo das cidades que sediam o evento.

Foi criado, a princípio, com o intuito de aproximar os escaladores nordestinos, para que pudessem se confraternizar e trocarem experiências.

PEDRA DOS CABOCLOS: A Pedra dos Caboclos ou Gruta dos Caboclos – Localiza-se a uma distância de 4 Km da cidade, na Serra do Algodão e deste lugar vê-se uma beleza impar da paisagem do município.

Conta-se que, nesse lugar, por volta do século XVIII, um grupo de índios perseguidos por ferozes capitães do mato, o se refugiarem na gruta os indígenas e ficaram encurralados.

Não permitiram que os seus perseguidores entrassem no local, travaram uma luta desesperada com eles mesmos, pois permaneceram lá sem agua e comida durante uma semana, depois foram morrendo lentamente.

Aqueles que se desesperavam e ousavam tentar escapar da sede e da morte, foram abatidos a tiros na entrada da gruta, onde existe uma furna com paredões de aproximadamente 80 metros de altura.

Esse episódio originou o nome Gruta dos Caboclos. Um fato curioso relatado em entrevista a Maria Lucia Lucena Cavalcante, que escreveu uma monografia a respeito de Algodão de Jandaíra no ano de 2005, o Senhor Aprígio Manoel, relatou que por volta do ano de 1927, quando ainda jovem, reuniu-se com uma turma de quatro amigos e adentraram na Gruta dos Caboclos e se depararam com quarenta e duas ossadas humanas. Estas apresentavam características de pessoas de pouca idade, provavelmente eram restos dos indígenas sacrificados pelos capitães do mato a mando dos colonizadores na luta pelas terras. Encontraram também um cachimbo, um chicote e roupas tecidas a fio de caruá, uma planta nativa dessa região.


PEDRA DA LETRA: Na Pedra da Letra podemos encontrar vestígios rupestres, acredita-se que nesse local teria sido o alojamento urbanizado dos nativos da região. Está a 7 Km da cidade no leito do Rio Curimataú.
PEDRA FURADA: A Pedra Furada está localizada a 7 km distância do perímetro urbano, em direção á Serra de Cima. Apresenta duas cavidades frontais, que muito lembram uma caveira (ver foto). Ao redor da Pedra Furada existem vestígios de antigas civilizações, diversas inscrições rupestres comprovam a existem de comunidades nativas em torno dessa formação rochosa.
TANQUE DA SERRA: Com a frequente estiagem que assolava a região, a comunidade aproveitou um lajedo para transformá-lo num reservatório de água, porém é de uma beleza rara e deslumbrante. Fica situada em cima da Serra do Algodão bem perto da Pedra Furada.

PEDRA DO POÇO: A história dessa pedra é pouca conhecida, está localizada no Sitio Jandaíra, praticamente no meio do rio, no lado oeste pode-se notar registros rupestres de antigas civilizações, de tamanhos bem significativos. Antigamente foi construído um grande açude ao seu redor, porém foi destruído por uma grande chuva no passado.

SERROTE DA ACAUÃ: Essa formação rochosa ainda desconhecida da população algodoense, localiza-se a aproximadamente 6 Km da cidade. Está fixada no Sitio Jandaíra, e no seu livro “MEMÓRIAS: ANTES QUE ME ESQUEÇA”, José Américo o cita o lugar como cenário de uma de suas aventuras de infância . RELATO DE JOSÉ

AMERICO DE ALMEIDA A RESPEITO DO SERROTE DO ACAUÃ “Era fantástico o Serrote da Acauã, ninho da ave que lhe dava o nome. Ninguém se atrevia a ir lá. Ninguém pisava esse chão. O lugar era temido pela sua população criminosa, uma espécie de serpentário.

Dei, enfim, com uma entrada. No ventre escuro jazia uma vida sonolenta que nunca foi revelada. Era uma furna! A bocarra escura e desdentada começava a devorar-me. Uma goela negra escancarava-se. Uma pequena caverna.

Gritou a Acauã a repetir seu nome com uma voz chorosa e feia.”

José Américo de Almeida- Memórias, Antes que me esqueça- 1976) Como está relatado nesse trecho do livro de José Américo de Almeida, até hoje escuta-se o canto da Acauã, o Serrote possui uma pequena caverna que abriga mamíferos, répteis e insetos, seus moradores mais ilustres são: lagartixas, cobras, abelhas, preás, mocós , etc.
(Portal Arara-Fonte : Júnior Cezar com informações e fotos do EENe)

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