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domingo, 28 de setembro de 2014

CRÔNICA: “O sapo”


Cadê aquele sapo atrevido? O inverno já terminou e ele não cantou na lagoa, não entrou no início da noite na porta da minha casa, não amassou as flores no jardim, não foi para dentro do meu sapato, nem tampouco arriscou atravessar a estrada e não assustou a garotinha Beatriz.
Levantei cedo todos os dias desse inverno que acabou de passar, esperando que pudesse ver os sapinhos pulando rumo às poças do meu quintal e esticando suas línguas compridas para comer os mosquitos que repousavam no chão por alguns minutos.
Quem antes conseguia dormir as noites de inverno, com a festa nos arrabaldes da casa e nos barreiros vizinhos, ouvindo aquele coral de sapo cantarolando, anunciando a chegada da estação das chuvas?
As águas dos córregos corriam cheias de espumas de sapo e, minha mãe tinha muito medo de sapo. Muita das vezes ela pulava mais que os sapos, com medo dos sapos.
Eu não tenho medo de sapo. Pegava-o pelo meio, fixava bem na cara dele e dizia: “- Que bicho feio!”
Mas eu tinha medo era da lenda de que o povo antigo me contava: “- Cuidado! Se ele fizer xixi no seu olho, cega. Até hoje não sei se é verdade, mas, ainda tenho preocupação com isso quando vejo um sapo.
Que pena! A natureza e os animais passam hoje por processos de mudanças estarrecedoras e muitos bichos já foram dizimados.
A mudança climática fez o sapo desaparecer. Mas, por que o homem provocou o aquecimento global, com isso fazendo nossa tristeza aparecer, montada em lembranças e saudades.
E então, “cadê o sapo?”


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