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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

CRÔNICA: Feliz Cidade


Lindas pedras, algumas árvores, loteamento, placas de publicidade e o asfalto encurvado. Era uma manhã de sábado, o sol já brilhava sorridente, o céu repleto de nuvens, o clima ameno e eu apenas entrava em uma das cidades mais lindas da Paraíba.
Quem chega à Esperança, descortina o prazeroso olhar de um lugar aconchegante, com homens, mulheres e crianças carismáticos e de boa aparência.
Eram seis e meia da manhã e a cidade já se encontrava completamente acordada, havia feira-livre.
Ao despontar a zona urbana, avistei Cães brigando nas calçadas, um gato todo esparramado sob a janela de uma humilde casa de cor azul céu, carros buzinando e bastante gente apressada, dando a impressão de que estavam atrasadas para o trabalho. Tudo isso e um pouquinho mais desenhavam a cena rotineira da pacata cidade de Esperança.
Eu, dentro do ônibus verde e amarelo da empresa São José, que tinha poltronas altas e cortinas vermelhas nas janelas, cobrindo um pouco minha visibilidade, observava a cada momento os passageiros descendo nas paradas em que o motorista atendia atenciosamente.
Curvas à esquerda e à direita, que o veículo dobrava nas ruas, me deixava atordoado, esperando chegar defronte à igreja matriz de Nossa senhora do Bom Conselho, ponto de parada onde entreguei ao condutor, o bilhete de passagem rabiscado pelo cobrador e o fiscal e, desembarquei.
Naquele Centro Comercial, Lindas músicas católicas tocavam no auto-falante externo da Matriz, avivando ainda mais a receptividade do lugar e convidando toda a população para a missa matinal de todos os sábados.
Mas, meu ponto final mesmo era o local do meu primeiro dia de trabalho. Uma loja de confecções e aviamentos que meu patrão inaugurava naquele dia 18 de Dezembro de 2013, às 8 horas, na Rua Solon de Lucena, Centro.
Lá fui bem recepcionado por toda a equipe, conheci maravilhosos clientes, fiz bastante amizade e até hoje me sinto feliz ao chegar à Esperança, uma Feliz Cidade.
*****
Muitas vezes não gostamos do lugar onde moramos. Achamos que não é um lugar ideal, as pessoas são chatas, as ruas feias, as praças pobres de flores, o poder público não está nem aí com o progresso e nada daquilo que a gente sonha e espera da nossa cidade, acontece. Criticamos até às vezes destrutivamente, como se fosse o pior lugar da terra.
Só quem percebe a importância de uma agradável comunidade é quem chega para visitar e ver a tranquilidade, popularidade, desenvolvimento e companheirismo.
Agradeça e valorize tudo o que Deus te dar de bom agrado e procure desafiar a malvada da rotina.

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