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sábado, 22 de agosto de 2015

AS FLÔ DE PUXINANÃ


Três muié ou três irmã,
Três cachorra da molésta,
Eu vi num dia de festa,
No lugá Puxinanã.

A mai véia, a mai robusta

Era mermo uma tentação!
Mimosa flô do sertão
Que o povo chamava Ogusta.

A segunda, a Guléirmina,

Tinha um zói que ô! mardição!
Matava quaiqué cristão
Os zoiá dessa minina.

A teucêra, era Maroca.

Com um côipo muito má-feito.
Mas porém, tinha nos peito
Dois cuzcuz de mandioca.

Dois cuzcuz que, por capricho,

Quando ela passou pôreu,
Minhas venta se acendeu
Com o cheiro daqueles bicho.

Eu inté me atrapaiava,

Sem sabê das três irmã
Que eu vi em Puxinanã,
Qual era a que me agradava.

Escoiendo a minha cruz

Pra sair desse embaraço,
Desejei morrer nos braço,
Da dona dos dois cuzcuz!

(Memórias do poeta caipira Zé Daluz)

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