braganeto1965@hotmail.com

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O PÁSSARO QUE VOA PARA TRÁS


O Sítio Tapuio, no município de Serraria é um belo lugar montanhoso onde vivi minha bela infância, acreditando que a vida era somente sombra e água fresca. Mas não sabia que minha mente me enganava com sonhos e ilusões. Aquela propriedade foi herança de meu Avô paterno. Lá tinha frutas da melhor qualidade, produzia verduras graúdas, tinham dois córregos que dividiam a terra nossa e a dos vizinhos. Todas as manhãs, eu e minha família acordávamos com o cantar dos pássaros sob as árvores nos arredores da casa amarela, rodeada de alpendres, com um lindo jardim cheio de lindas flores. Mas de todos aqueles seres vivos voadores e cheios de energia no início da manhã, tinha um que eu sempre admirava, voando sob as flores indo e voltando. Era o Beija-flor, o único pássaro que voa para trás. Vai, beija a flor e volta. Com aquele bico fino e comprido ajudava a polinizar os arredores floridos. Enquanto os beija-flores trabalhavam na polinização, eu e meus irmãos Genaldo e Gisélia nos preparávamos para ir à escola que ficava na vila Floresta à cerca de 3 km de distância do Sítio Tapuio. Cada passo que a gente dava à caminho daquela entidade escolar os beija-flores continuavam beijando as plantas floridas, até que a distância nos separasse da beleza da vegetação e pudéssemos chegar à vila cheia de casas e pessoas se movimentando de um lado para outro. Mas na hora do recreio eu ainda admirava os beija-flores beijando as flores do jardim da escola. Que pena, hoje quase não se vê beija-flores. A Natureza está completamente morrendo e ficando diferente daquela época. Muita gente nem liga para a beleza dada por Deus e nem tampouco pensam que se ela morrer, todos nós morreremos juntos também.

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