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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O FILHO DA MÃE DO MEU PAI


Sorriso quinze para as três, simpatia pra dar e vender, entusiasmo, visão de felicidade e esperança nos conselhos que lia, escritos dentro dos livros psicografados por Chico Xavier.
Assim era o filho da mãe do meu pai, meu inesquecível Tio Toninho, irmão do meu pai.
Chegava de João Pessoa em nossa humilde casa amarela e jardim em frente, a 3 km da pacata cidadezinha de Serraria, escondida entre as serras do brejo paraibano.

Costumava apitar o seu corcel verde na entrada da Chácara Tapuio, logo cedinho, às 6 horas, fazendo a gente sair correndo de dentro da casa, acompanhado do cachorro lobinho, que latia ferozmente, mas, com alegria rumo à velha porteira a recepcioná-lo.
Com calça social, camisa de linho e sapato da vulcabrás, claro, não para mostrar que era classe média e podia comprar qualidade, mas, porque detestava mercadoria fraca.
Tio Toninho trazia sua esposa Maria Augusta, os filhos Antonio Júnior, Geisel, Juliano e a secretária do lar, a jovem Diana.
No meio da bagagem amontoada, vinha também um violão como seu companheiro das horas tristes e alguns presentes para cada um de nós.
O café com leite e a tapioca com coco, feita pela minha saudosa mãe, era primordial para saciar o desejo que eles traziam consigo da capital.
Hoje, restam apenas lembranças de velhos tempos valiosos em nossa vida, como dádiva de que o mundo só tem importância porque é cheio de altos e baixos.
Lembre-se do passado mas nunca deixe o futuro passar por você. Passe-o, Acredite-o, encare-o com fé e otimismo e tenha história assim, pra contar.

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