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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O JOVEM E O RIO


Não foi da minha época, ainda estava sendo planejado para chegar ao mundo e viver a vida que tenho até hoje, graças ao bom Deus.
Na década de 30, meu avô paterno Manoel Teodósio, residia na comunidade Tapuio, município da pacata cidade de Serraria.
Assim como um belo dia me contaram, meu velho pai e meu tio Antonio, que meu avô Manoel, naquela época era vendedor de aguardente e viajava muito pelas estradas vicinais da região, transportando o produto oriundo da destilaria do engenho Canafístula, município de Borborema, em lombo de um animal, na tentativa da sobrevivência. Muitas vezes ele chegava às margens do rio Sabueiro, na estrada que liga os municípios de Arara e Serraria, precisamente na localidade da Aldeinha. Ainda não existia a ponte que hoje tem, facilitando a circulação de carros e pedestres. Era uma travessia caótica, principalmente nos dias de chuva. Certo dia, em uma de suas tentativas de passar com o transporte de tração animal, sob o aguaceiro da enchente, Vô Manoel conheceu um jovem da época, por nome de José Nunes, que residia na redondeza e ganhava o pão de cada dia ajudando na travessia do pessoal, entre uma margem e outra do rio, rumo à feira livre da cidadezinha de Arara. Aquele rapaz que em poucos minutos o conhecera, tornou-se grande amigo. Era um jovem simpático, forte e corajoso, que atravessava as pessoas sob seus ombros de uma margem a outra daquele rio e cobrava apenas uma taxa significativa pelo seu trabalho executado. E todos saiam animados com a ajuda da travessia sob aquele rio, através do jovem ajudante. Hoje só resta recordações dos trabalhadores que enfrentavam antigamente, as dificuldades do dia à dia para sobreviverem.
Aquele jovem e o rio, marcam hoje, as lembranças do tráfego de comerciantes e compradores de produtos daquela época, local onde tornou-se também um ponto de grandes amizades.

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