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sexta-feira, 10 de março de 2017

A RADIOLA DE JOÃO DURO


É muito bom tirar alguns momentos para lembrar algumas coisas interessantes do passado.
Em 1976, vivia minha adolescência com apenas 11 anos de idade na cidade de Serraria, terra onde nasci. Na época, um dos melhores técnicos em eletrônica do município era o famoso João Duro, que adorava tomar uns goles de vinho jurubeba, nos botecos da cidade, depois do trabalho, sempre no período da noite.
Mesmo com algumas biritas na cabeça, João não se desprendia da sua radiola portátil, que funcionava com 6 pilhas e saía pelos bares, animando a moçada aonde chegasse. Com uma coleção de discos, curtia as músicas de Nelson Gonçalves, Marinês, Genival Lacerda, Genival Santos, Maurício Reis, entre outros sucessos daqueles tempos.
Certo dia João Duro saiu do Bar Central de Zito Carvalho, que era localizado em frente a prefeitura municipal, no centro de Serraria, por volta das onze horas da noite. Com umas e outras de álcool na cuca, foi para a porta da prefeitura, botou a radiola para tocar e lá deitou-se. João Duro pegou no sono com a radiola tocando. De repente o disco engalhou e ficou por cerca de meia hora sem a agulha sair do lugar. Todos que ali passavam, ouviam e até ficavam assustados sem saber o que acontecia ali.
O conhecido guarda noturno da época, era Zé Elias, que ao passar apitando ouviu o nhém, nhém, nhém do disco arranhado e foi averiguar o que se passava naquele momento na prefeitura da cidade. Chegando lá, encontrou João Duro dormindo e o disco na radiola com a agulha engalhada.
E Zé Elias acordou João Duro, que foi para casa com dificuldades, por causa das pernas que cruzavam igual bailarina em noite de frevo.

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