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quinta-feira, 13 de abril de 2017

A QUENTE DO DIA: Empreiteira Odebrecht doou para o senador Cássio Cunha Lima mas esperava a CAGEPA de bandeja


Os vídeos das delações feitas por ex e atuais executivos da empreiteira Norberto Odebrecht trouxeram uma grande carga de suspeição sobre o senador Cássio Cunha Lima (PSDB).
O material teve o sigilo levantado na última quarta-feira (13), pelo ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
No vídeo, ao ser questionado sobre doações feitas ao parlamentar paraibano, o ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis, alega que Cunha Lima teria recebido R$ 800 mil via “caixa 2“, em 2014, quando disputou as eleições para o governo e que a contrapartida seria dar a oportunidade para que a empresa prospectasse o investimento em saneamento básico na Paraíba, sugerindo a privatização ou terceirização do setor.
Reis, inclusive, revelou que o primeiro contato sobre o tema, na Paraíba, teve como alvo o governador Ricardo Coutinho (PSB), que chegou a autorizar a prospecção para o que poderia se transformar em uma futura privatização da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).
Só que, posteriormente, o próprio Coutinho teria desistido da ideia, por temer pressão das entidades sindicais. “No decorrer da campanha de 2014, um diretor nosso, Alexandre Barradas, foi procurado pelo senador Cássio Cunha Lima, que era candidato a voltar ao governo da Paraíba”, relatou Reis. “Pediu uma contribuição de campanha em caixa dois.”
Segundo Reis, o codinome de Cunha Lima no departamento de propinas da Odebrecht era “Prosador”. Ele disse que ficou acertada a doação de R$ 800 mil, que entraria por meio de “caixa 2” ou por outra empresa do grupo.
A lista de doações do senador, referente a 2014, traz doação de R$ 200 mil pela Braskem, que o senador garante ser doação legal.
No vídeo de Cássio, ele nega beneficiamento ilegal e defende que haja a investigação das denúncias.

(Blog do Suetoni-Jornal da Paraíba)

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